segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

A tal expectativa

Há dias estava um tanto triste!

A culpa não é das estrelas, a culpa é da tal expectativa, aquela que todo mundo insiste que a gente deve ignorar para não se decepcionar com as pessoas, as quais gostamos.
Acho que não é bem tristeza o que sinto, é uma necessidade de reflexão... de ponderação! Nesta época do ano, em que as luzes do Natal e a proximidade de um ano novo, cheio de esperança e novas realizações, me leva a um auto exame de consciência.

Penso que tenho conseguido ignorar bem esta tal expectativa.
Desde que vi uma frase sobre este assunto na rede social, fiz uma retrospectiva das minhas principais decepções, e concluí que me decepcionei por que realmente esperei demais dos outros. Desde então, tenho procurado fazer o bem, sem esperar nada em troca; tenho tentado fazer o bem sem olhar a quem... Mas é tão difícil ignorar uma retribuição de carinho de quem a gente ama!!! 

Mas num dado momento percebi que me tornei realmente indiferente a expectativa, porque muitas pessoas por quem tenho muito amor, se mantém por muito tempo afastadas de mim, mas quando me procuram com alguma necessidade afetiva, emocional e até financeira eu sempre estou disposta a ajudar. E antes eu pensava, "só me procuram quando precisam de alguma coisa", e hoje eu penso "se me procuram quando mais precisam é porque sou realmente importante para elas".

Pois é! Com esta estratégia não me decepcionei mais, no entanto tenho que tomar o cuidado para não me tornar indiferente às pessoas que precisam do meu afeto.

Eh! Acho que tenho ignorado o que Jesus ensinou: "Os sãos não precisam de remédio, os doentes é que precisam de tratamento." E... não se pode criar expectativas quanto a quem precisa de ajuda, ainda que um gesto de gratidão não faça mal a ninguém, e só venha a favorecer ainda mais a relação, mas... não posso agir como se fosse obrigatório uma lei do retorno.

Hoje assisti um vídeo do Padre Fábio de Mello, que me ajudou a entender minhas dúvidas quanto a esta tal expectativa. Sobre como buscar ser indiferente a ela, e como isso pode me ajudar a garantir minha felicidade, me sentindo mais livre. Já algum tempo tenho treinado meu olhar, procurando ver as pessoas com outros olhos, e procurando estabelecer minhas relações com base num olhar observador quanto ao que eu que posso doar de mim ao outro, e não o que eu posso receber do outro.   




( adoro as palavras do Padre Fábio de Melo; todos que me conhecem bem sabem que sou espírita kardecista, mas adoro Livres para Adorar e Leonardo Gonçalves também, e agradeço a Deus por todos os caminhos do bem levarem a Ele )

Padre Fábio, me fez refletir sobre esta tal expectativa e me fez enxergar que não estou errada em me proteger da decepção, mas estou errada quando viro as costas para a fragilidade do outro e não o aceito da forma que ele é, isto é falta de indulgência.