terça-feira, 16 de junho de 2015

SOBREVIVÊNCIA

Tem dias que chegam ao meu coração mensagens muito sutis, como por exemplo, uma palavra, um sorriso, um afago, um abraço, um olhar... e de repente uma ideia fixa-se na minha cabeça, e não consigo sair do estado de vibração e oração por aqueles a quem tenho forte apreço. 
Hoje é um dia assim!

Quando isto me acontece procuro sempre a palavra do Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, doutrina esta onde encontrei a paz para o meu espírito, e também um propósito para aprimorá-lo burilando minhas fragilidades dia a dia, sem pressa, sem cobranças, procurando sempre doar apenas o que há de melhor em mim; de pior eu não escondo, mas procuro poupar as pessoas o máximo possível...

Um dia encontrei numa caixa que seria destinada a reciclagem um livro sem capa, cujo título me chamou a atenção, Mãos Unidas ( de Francisco Cândido Xavier, psicografado pelo espírito Emmanuel ) folheei, coloquei na minha bolsa e o levei para casa. Há anos ele se encontra na cabeceira de minha cama!!! E sempre que meu coração está precisando de ajuda, eu o abro aleatoriamente e me vem o mais breve e salutar consolo. 
Hoje também foi um dia assim!
A mensagem chegou muito sutil, meu espírito entrou em estado de alerta, mentalizei uma pessoa muito querida, vibrei, orei e abri meu livro.

Emmanuel trouxe esta mensagem para todos, mas hoje quero dedicar especialmente a ela. (a quem não vem ao caso, citar o nome)


SOBREVIVÊNCIA

Enquanto encarnados no Planeta Terrestre, um tipo de sobrevivência nos interessa, sobremaneira, além daquele para o qual se nos dirigem os pensamentos para além da morte física: - a sobrevivência, depois de rudes golpes sofridos. Particularmente, no mundo moral, semelhantes provas repontam com frequência.

É o prejuízo inesperado, a confiança escarnecida, a perseguição com que se não contava, a incompreensão de pessoas queridas.
Noutros lances da existência, é a ruptura de laços afetivos, a transformação violenta que os desastres impõem, o obstáculo imprevisto, os pensamentos de solidão.

Em todos este episódios amargos, lembrando trechos incendiados de caminho, a criatura é habitualmente induzida a processos de angústias dos quais se retira, quase sempre em perigoso desgaste.

Urge reconhecer que a serenidade nos deve partilhar a viagem terrena, a fim de que a aflição não nos faça exaustor de energias.

Abstenhamo-nos da tensão emocional, como quem se previne contra a incursão de moléstia grave; os agentes imunológicos, nesse sentido, são sempre o amor que desterra o ódio, a paciência que exclui a irritação, a humildade que afasta a inveja e a prestação de serviço que anula a desconfiança.

Aprendamos a observar que o desequilíbrio é precursor provável de doença que, não raro, termina com a desencarnação prematura e procuremos certificar-nos de que, nas lutas com que somos testados, na Terra e fora da Terra, na escola da experiência, é necessário saibamos não somente a viver e aperfeiçoar, mas também a suportar e sobreviver.


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